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| Existem três formas básicas de o fazer: - a criação São três situações diferentes, embora as fronteiras entre elas nem sempre sejam nítidas. |
A criação diz respeito às situações em que dispões do teu próprio blogue (Blogger, WordPress), sítio (Google Sites, Wix, Webnode, etc.), canal (YouTube, Flickr, etc.) ou perfil pessoal numa rede social (Facebook, Twitter, Instagram, Pinterest, etc.). És o único responsável pelo que publicas no teu espaço: decides o que colocas em cada momento, podes apagar publicações antigas ou encerrar o espaço. Podes também moderar (eliminar ou aceitar) os comentários que outras pessoas façam às tuas publicações, apesar de isto depender das características técnicas da aplicação.
A agregação é a situação em que ocorre o envio de conteúdos para um local gerido por outra pessoa ou instituição, quando, por exemplo, envias um post para um blogue favorito, quando comentas a última fotografia adicionada por um amigo no seu perfil, no Instagram ou no Pinterest, quando felicitas um amigo no seu perfil ou quando fazes um clique no botão “gosto” do Facebook, etc.
A curadoria verifica-se quando ocorre a partilha de um conteúdo da rede com as pessoas que te conhecem. Quando “retuítas” um tuíte, partilhas uma publicação no Facebook ou no Tumblr, quando reenvias uma mensagem no WhatsApp ou quando fazes uma ação simples de “copiar” e “colar”, é de curadoria que se trata. Em todos estes casos, ainda que não escrevas nada, todas as pessoas que te conhecem ou seguem vão aceder ao conteúdo partilhado.
Pensa nestas questões:
A esta etapa colaborativa da rede decidiu chamar-se Web 2.0, com o objetivo de a distinguir dos primeiros anos, que seriam uma espécie de Web 1.0. Mas essa denominação é apenas uma metáfora, pois não existiu nenhuma atualização de software nem nenhuma alteração técnica de fundo no funcionamento da rede.
É, sem dúvida, muito mais fácil “curar” um conteúdo encontrado na rede do que publicar uma mensagem pessoal e original, que requer tempo e esforço. Por isso, muitas pessoas fazem mais curadoria de conteúdos da rede (partilha, reenvio, cópia e colagem) do que publicação de textos pessoais; desta maneira a sua identidade digital depende mais da curadoria que fazem do que daquilo que publicam propriamente. Assim, é muito importante prestar atenção aos conteúdos que submetemos a curadoria.
Para compreenderes melhor o que é a curadoria, vê este vídeo do filósofo Mario Sergio Cortella:
«A Era da Curadoria: O que Importa é Saber o que Importa»
Toma atenção aos seguintes aspetos para “curar” conteúdos:
Outras denominações utilizadas atualmente para referir os cibernautas são as de nativo e emigrante digital ou de visitante e residente digital.
Os nativos digitais são as pessoas que nasceram a partir de 1995, que cresceram com a rede e a consideram algo normal nas suas vidas. Pelo contrário, os emigrantes nasceram antes da invenção da rede e tiveram de aprender a usá-la.
Os visitantes digitais são os que apenas se ligam a ela de vez em quando, enquanto os residentes são os que estão sempre ligados. Estão muito mal vistos na rede os cibernautas pouco ativos, que não publicam conteúdos. Os que se juntam a um fórum, seguem as suas mensagens mas nunca publicam nada chamam-se “mirones” (lurkers, em inglês) e os que apenas publicam mensagens vazias ou sem substância (”estrunfes”, em inglês smurfs ou smurfettes). Também se fala dos preguiçosos (ou idlers), que são os que publicam muito pouco.
Imagem: Asrar Makrani, Flickr.
Nos primeiros anos da rede, poucas pessoas podiam publicar conteúdos na rede. Só poderias fazê-lo se tivesses conhecimentos de informática e muitos recursos tecnológicos à disposição. A maioria dos cibernautas só podia ler textos, ouvir ficheiros áudio e ver vídeos.
Hoje em dia a situação é outra. Agora dispomos de ferramentas simples, acessíveis e baratas para produzir conteúdos e colocá-los na rede. Podemos enviar mensagens, colaborar em fóruns públicos, abrir um canal de vídeo e enviar um post para um blogue.

Todos nós consumimos e produzimos conteúdos em simultâneo. Somos “prosumidores” (produtores e consumidores).

| MILD - Quem somos? Imagem do cabeçalho Thought Catalog on Unsplash |